quarta-feira, 18 de maio de 2016

Fotógrafa Marcela Bonfim expõe “Amazônia Negra” no espaço Cujuba neste sábado


Obra faz parte do acervo da Marcela Bofim 
A abertura da exposição de fotografias do projeto “(Re)Conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta” , de Marcela Bonfim, acontece neste sábado, 21 de maio, às 20h33, no espaço Cujuba do poeta Dom Lauro. Marcela selecionou 33 fotografias que foram impressas de forma inusitada em bases de madeira onde retrata suas andanças por Porto Velho, quilombos do vale do Guaporé, a identidade dos descendentes de africanos, que também contribuíram para o desenvolvimento de Rondônia, desde o ano de 1750 - com a exploração do ouro e a construção do Forte Príncipe da Beira até hoje, em suas fotos é possível observar também uma nova leva de migrantes negros desta vez, haitianos, passou a fazer parte da população rondoniense.

A exposição é feita em parceria com o Sesc de Rondônia e ficará à disposição do público até o dia 20 de junho, no Cujuba – um espaço cultural com a cara de Porto Velho que abre suas portas pela primeira vez para mostrar fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim, com intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand. A mostra será montada pela artista plástica Margot Paiva e a arquiteta Regina Morão. Os 50 primeiros participantes receberão um catálogo da exposição.

A exposição será aberta com o vídeo experimental do projeto editado pela também fotografa Michele Saraiva, com a intervenção do poeta Dom Lauro e do artista plástico Hely Chateaubriand.  Dando sequência na programação a apresentação da Banda Três de Nós, Bateria da Escola de Samba Asfaltão, Banda True Lapin e discotecagem de Leonardo Felizardo.    

 Marcela Bonfim é paulista de Jaú e descobriu em Rondônia uma Amazônia negra, além da indígena que ela já esperava encontrar em Porto Velho, onde passou a morar a partir de 2013. “O projeto (Re)Conhecendo a Amazônia Negra propõe  uma   reflexão das artes visuais, no campo da antropologia visual, sobre a constituição e memória da população negra brasileira na região amazônica”, explica a fotógrafa.

Economista e ativista cultural pelas causas dos negros, povos tradicionais, populações de rua e presidiários, Marcela faz da máquina fotográfica um instrumento de militância pelo reconhecimento do papel dos africanos na formação da Amazônia e na defesa da sua autoestima, com o olhar de quem se reconhece no foco da câmara.  “A motivação deste trabalho, explica, se deu principalmente a partir da minha busca pelo reconhecimento pessoal e de entender-me enquanto mulher negra num país racista, onde os espaços são sutilmente fragmentados entre negros, pardos e brancos. Todos vivendo em espaços delimitados e realizando funções específicas. Só que os primeiros à margem da sociedade e da história oficial” fala a fotografa.

Ana Aranda – Jornalista responsável

Serviço
Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim
Abertura: 21 de maio, às 20h33
Período de visitação: Nos meses de maio, junho e julho em horário comercial
Local: Espaço Cujuba, na rua Prudente de Moraes, 2449, nas proximidades do cemitério dos Inocentes


terça-feira, 17 de maio de 2016

Atividades culturais são desenvolvidas em escolas públicas de Porto Velho

Foto: Portal da Amazônia
A terceira etapa da ação “Cultura na Escola” desenvolvida pelo Sesc em Rondônia, levará duas linguagens culturais, a arte cênica e artes visuais, as cinco escolas municipais da cidade de Porto Velho. A proposta é envolver crianças e adolescentes de maneira viva e criativa na área cultural podendo assim vincular as perspectivas do trabalho favorecendo ao aluno apreciar e vivenciar arte. Já Foram trabalhadas nas primeiras edições a exposição “Alice no país das maravilhas”, o filme “Menino e o mundo” e “Pequeno Nicolau”; o espetáculo teatral “Chapeuzinho vermelho e Chapeuzinho amarelo” de Chico Buarque. Cerca de dez escolas foram contempladas com a ação atendendo em média 1.500 alunos. 

Nesta edição o Sesc irá desenvolver a atividade na escola Franklin Roosevelt (16/05), Nossa Senhora do Amparo (17/05), Bom Princípio (18/05) e Voo da Juriti (19/05) e Ermelindo Monteiro Brasil (20/05). Os alunos terão acesso à exposição fotográfica “Amazônia Negra”, da artista Marcela Bonfim, paulista que hoje reside em Porto Velho e conta através de suas fotos como foi seu primeiro contato com a Amazônia. “Encontrei uma Amazônia negra, além da indígena, já fotografei cidades no interior do estado, quilombos do Vale do Guaporé, onde encontrou comunidades negras praticamente abandonadas à própria sorte entre outras imagens que consegui capturar pela lente de minha máquina” fala Marcela de sua experiência. Segundo Marcela a exposição é uma contribuição para a valorização da negritude não só de Rondônia como também do Brasil. Através dela os alunos poderão ainda adquirir outras concepções sobre a história da população negra. 


Outra linguagem que também será trabalhada nas escolas é a arte cênica com o espetáculo teatral: Os Bichos Também Amam. Trata-se de uma peça direcionada ao público infantil e mostra a necessidade que os animais têm de relacionar-se com seres da mesma espécie. O texto narra a história de uma cachorrinha (Bolota), que apesar de ser bem cuidada e mimada, sente-se insatisfeita e solitária. Além de divertir a garotada, a peça vem despertar no espectador o interesse pela educação, higiene pessoal e principalmente a conscientização para a preservação do meio ambiente. Em cena, quatro atores, de forma lúdica e com muita música, proporcionam a todos, momentos de aprendizagem e descontração. 

O “Cultura na escola” acontece de forma sistemática durante todo o ano exceto em mês de férias escolares. Para o próximo mês (junho) a temática será a música como fator de aprendizado. Onde o músico rondoniense Silvinho José, convidado do Sesc, irá desenvolver uma didática tendo como base instrumento e paródias como ferramentas didáticas. Neste mês o projeto irá atender somente alunos do ensino médio. 

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