segunda-feira, 3 de outubro de 2016

GUSTAVO GASPARANI LEVA O PREMIADO ESPETÁCULO “RICARDO III” A PORTO VELHO


“Ricardo III, obra de William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos do teatro ocidental, em monólogo do ator Gustavo Gasparani com direção de Sergio Módena, premiadíssimo pela crítica, será exibido no Sesc Esplanada, nos dias 04 e 05 de outubro, terça e quarta, às 20h. Este projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura - 2015/2016.

O espetáculo vem de temporadas de enorme sucesso, com lotação esgotada e elogios do público e crítica no Rio de Janeiro e São Paulo e nos festivais de teatro de Salvador, Angra, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. Gustavo Gasparani recebeu por este espetáculo os prêmios de melhor ator da APCA 2015 e do FITA 2014 e foi indicado aos prêmios Shell, APTR e Cesgranrio  2014 e Cemig 2015.

Esta turnê coincide com um momento especial desse “homem de teatro”, que além de ator, assina também como autor, diretor e produtor de vários outros espetáculos. Desde a estreia deste monólogo em 2014, Gasparani já dirigiu os musicais de sua autoria “Samba Futebol Clube”, “Gilberto Gil - Aquele Abraço" (em cartaz no Rio de Janeiro até agosto e agora também parte para turnê) e "SamBRA - 100 anos de samba" (em cartaz na Teatro Riachuelo Rio de Janeiro até final de outubro) e assina a direção do texto de Thelma Guedes em "Garota de Ipanema - O amor é bossa", que inaugurou em agosto o Teatro Riachuelo Rio. Além disso, Gasparani também está na TV, como o radialista Gentil Soares, na reprise da novela “Cheias de Charme” da TV Globo.

“Ricardo III” narra um pedaço da história da Inglaterra. É um dos primeiros dramas históricos escritos por William Shakespeare e encerra em si um dos contos mais tenebrosamente sedutores que já se ergueram em cena. Sua obra encanta diferentes gerações graças à universalidade dos seus temas e à beleza poética que emerge de sua escrita.

O texto traz uma visão rica dos bastidores políticos no que se refere à imoralidade e à ambição desmesurada para se alcançar o poder. Mesmo tendo se passado pouco mais de quatro séculos, os temas abordados servem para refletirmos sobre o mundo em que vivemos. “Ricardo III” discute a luta por poder, intrigas, e a hipocrisia da política.

Gasparani leva ao palco um monólogo onde interpreta vários personagens (24 no total). Alternando narração e dramatização, interpreta-os num jogo cênico instigante, que revela, não só o conteúdo da obra de Shakespeare, mas também a natureza do próprio teatro. A cada instante, se transforma, convocando o público a usar a imaginação e a embarcar nas inúmeras possibilidades das convenções teatrais.

O figurino de Marcelo Olinto se resume a calça jeans, uma blusa cinza e tênis. No palco estão uma luminária, uma mesa, um quadro negro, pilots, um apagador e um cabideiro, com os quais Gasparani “contracena” em cenário criado por Aurora dos Campos.


Nesse projeto, Gustavo Gasparani e Sergio Módena voltaram a trabalhar juntos. A dupla já havia firmado uma parceria de sucesso em 2012, quando dirigiram o musical “As Mimosas da Praça Tiradentes”, que deu a Gustavo o prêmio Shell de melhor ator. Em “Ricardo III”, Gasparani e Módena também assinaram a adaptação do texto de Shakespeare, que propõe um único ator para “contar” essa história fascinante. Interpretando vários personagens, Gasparani alterna a narração e dramatização, num jogo cênico instigante, que revela, não só o conteúdo da obra de Shakespeare, mas também a natureza do próprio teatro. A cada instante, se transforma, convocando o público a usar a imaginação e a embarcar nas inúmeras possibilidades das convenções teatrais. 

Gustavo comenta a experiência: “Foi assistindo à versão de Ricardo III de Laurence Olivier para o cinema, lá pelos meus vinte anos, que me encantei pelo personagem e pela peça. Quando o Sergio me propôs contar essa história para o público, sozinho em cena, me senti instigado pelo desafio. Todos os meus instrumentos de ator estão sendo exigidos no seu máximo, além da proposta remeter ao processo de criação dos meus textos e personagens. Sozinho na minha casa fui criando este universo ficcional com o que encontrava pela frente... de almofadas a cadeiras, todos os objetos foram bem vindos para serem transformados nesta “brincadeira” criativa. Toda essa viagem tendo Shakespeare como companheiro, o meu preferido, e tendo a oportunidade de falar os belos versos traduzidos por Ana Amélia Carneiro de Mendonça (mãe de Barbara Heliodora) durante os solilóquios do protagonista. Para um ator nada poderia ser mais prazeroso. 

Um espetáculo de linguagem popular e acessível, que transita entre a construção poética original de Shakespeare e intervenções narrativas para revelar a alma humana. Assim como fazia Shakespeare em seu tempo. 

Sinopse
Encenada pela primeira vez entre 1592 e 1593, com enorme sucesso, a peça se passa no final da Guerra das Rosas (1455-1485), conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485 que coloca em choque político os dois ramos da dinastia Plantageneta: a Casa Real de York e a Casa Real de Lancaster. Ricardo, Duque de Gloucester – que de fato governou a Inglaterra de 1483 a 1485 –, não sente remorso algum ao eliminar seus adversários, tramando complôs, traindo familiares e casando-se por interesse com o único fim de chegar ao trono. Shakespeare retratou Ricardo III exagerando-lhe as características físicas de feiúra e sua maldade pessoal, criando um vilão fascinante aos olhos do público. 

Além disso, os diálogos elaborados pelo autor no fim do século XVI chegam ao século XXI, em toda a sua força, carregados de maldades, ressentimentos e ódios à flor da pele, legítimos duelos verbais. 

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