quinta-feira, 25 de setembro de 2014

História real inspira "O controlador de tráfego aéreo" com o grupo Alfândega 88 nesta quinta-feira



O controlador de tráfego aéreo - Foto: Guga Melgar

O grupo Alfândega 88 volta aos palcos do Teatro 1 para contar uma história surpreendente. O controlador de tráfego aéreo parte da trajetória de vida de um dos atores da companhia, Silvano Monteiro, que trabalhou na Força Aérea e, após sofrer alguns revezes, tornou-se morador de rua. Composta por textos com reflexões sobre a tênue linha que divide as fronteiras entre os homens, suas regras e valores sociais e, por fim, entre vida e morte, a peça é uma sobre a corrida que cada um de nós empreende em busca da felicidade. O espetáculo se desenrola com atores e espectadores juntos no palco, como uma espécie de versão teatral de uma roda de samba, ou roda de choro, em que os participantes são, ao mesmo tempo, espectadores e criadores artísticos do ato.
"Labirinto" com Alfândega 88 - Foto: Leonardo Valério

Labirinto
Nesta quarta-feira (24) o grupo Alfândega 80 interpretou textos de José Joaquim de Campos Leão, conhecido como Qorpo Santo (1829 - 1883). Em cena doze atores interpretaram três peças do autor: A separação dos esposos, as relações naturais e hoje sou um e amanhã outro. Em bate-papo após o espetáculo os atores explicaram que o texto foi encenado integralmente, inclusive a assinatura do escritor.
 
"Labirinto" com Alfândega 88 - Foto: Leonardo Valério
Em cena doze atores ocupam todo o espaço num cenário ambientado na década de 1960, em referência a época em que começam ser encenadas as peças de Qorpo Santo. Considerado precursor do Teatro do Absurdo Qorpo Santo foi um visionário e objeto de estudo do grupo. Sua dramaturgia discute questões sociais que até que continuam sendo temas polêmicos como a emancipação feminina e a diversidade sexual. O grupo esclarece que foi na obra literária de Qorpo Santo que surgiu o primeiro beijo entre pessoas do mesmo sexo.

"Labirinto" com Alfândega 88 - Foto: Leonardo Valério
O espetáculo mostra a diversidade na programação desta edição do Festival Palco Giratório que trouxe a Rondônia produções que não só entretém o público, mas que propõe a discussão e reflexão dos mais variados temas.

Oficinas
Nesta quinta-feira "Iniciação a palhaçaria" com a palhaça Barrica (SC), encerrou a programação de oficinas desta 7ª edição do Festival Palco Giratório. Ao todo foram promovidas dez oficinas envolvendo diversas áreas das artes cênicas. Para os participantes uma oportunidade única.  Michel Pereira de Sousa, estudante participou de várias oficinas. "Não é sempre que a gente pode ter e quando tem essa diversidade de pessoas dos mais diversos polos do teatro, do circo, da dança, nos instruindo a vários tipos de produção de arte tem que aproveitar". Bruno Bezerra trabalha com psicologia e faz teatro e dança, participou de três oficinas e diz que o mais marcante foi o envolvimento dos oficineiros com os alunos, que além de compartilharem técnicas dividem sentimentos. "Eles compartilham parte do que eles são, eles se mostram e isso eu tenho visto em todas as oficinas que eu tenho feito do Palco Giratório".
Participantes da oficina "Iniciação a Palhaçaria"


Programação
Espetáculo: O Controlador de Tráfego Aéreo (Teatro adulto)
Grupo: Alfândega 88 (RJ)
Local: Teatro 1 Sesc – Av. Pres. Dutra, 4175 - Olaria
Hora: 20h
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre

Data: 26/09
Espetáculo: Barrica Poráguabaixo (Circo)
Grupo: Palhaça Barrica (SC)
Local: Teatro 1 Sesc – Av. Pres. Dutra, 4175 - Olaria
Hora: 19h
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre

Data: 27/09
Espetáculo: As Nove Luas
Grupo: Cia de Artes Fiasco (RO) - Convidado
Local: Quadra coberta – Sesc – Av. Pres. Dutra, 4175 - Olaria
Hora: 20h

Data: 28/09
Espetáculo: Mãe Coragem                                       
Grupo: Teatro a Cuestas de Cuba de Cuba (Cuba)
Local: Teatro 1 Sesc – Av. Pres. Dutra, 4175 – Olaria
Hora: 20h

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