quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Luta entre o bem e o mal é tema de espetáculo com reeducandos


Mesmo com a forte chuva que antecedeu a apresentação de “O Topo do Mundo”, espetáculo desta quarta-feira (11) no Palco Giratório, a população portovelhense ocupou todos os lugares disponíveis e lotou o Sest/Senat para assistir à peça.

O espetáculo faz parte do projeto “Reabilitando pela arte: cultura e paz pela não violência” da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) em parceria com a Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso (Acuda) e retrata a eterna batalha da humanidade entre o bem e o mal. E é com esse desafio, de abordar a história de cada reeducando a partir da metodologia do Eneagrama*, que a história é contada. Dos 11 atores em cena, dez são reeducandos do sistema prisional rondoniense.

Maurício Vasconcelos, 23 anos, assistiu ao espetáculo pela primeira vez “O Topo do Mundo está em temporada desde 17 de agosto deste ano” e conta que ficou muito impressionado com o preparo físico dos atores em cena. “Gostei muito. Achei muito bem feito e produzido”, diz.

Para a atriz e comunicadora Emilli Sousa, a peça evidencia toda a dedicação e profissionalismo dos reeducandos e todo o corpo técnico. “A representação deles é de profissional com vasta experiência. Também fiquei encantada com o cenário montado e toda a estrutura”, relata.

Ressocialização
“Este é um trabalho muito específico na parte cultural e de artes. Nesse projeto a capacitação dos reeducandos foi trabalhada por mais de um ano e meio para que eles pudessem estrear a peça”, afirma o assessor de reinserção social da Sejus, Rodolfo Teixeira. Para Rodolfo, é um projeto muito importante porque demonstra pra sociedade que o reeducando, além do labor, do profissionalismo e do estudo, também pode estar praticando a arte, a cultura. “Uma cultura que normalmente é destinada às classes mais altas da sociedade, mas a gente vem provar o contrário: que os reeducandos também podem prestar um serviço cultural, técnico, com bastante visibilidade e alcance”, destaca.

Segundo a titular da Sejus, Elizete Lima, a valorização pessoal e  a maior possibilidade de conseguir emprego após o cumprimento da pena são os benefícios da educação, capacitação e trabalho dos apenados. “Isso reflete diretamente na diminuição dos índices de reincidência que é o que realmente faz diferença para o governo de Rondônia”, conclui.

*Ferramenta psicológica do autoconhecimento. É aplicado ao estudo da personalidade e descreve detalhadamente o caráter humano e suas dinâmicas internas

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