segunda-feira, 25 de julho de 2011

Música erudita da floresta.




Por Juraci Júnior

Um show de sensações. A impressão é que estávamos dentro da floresta e alguém tocava piano no meio da mata. A mistura entre música clássica, jazz, percussão e bioinstrumentos fez com que o público presente na noite de domingo (24) no Sesc Esplanada, viajasse embalado pela sonoridade agradável do show “Trilhos e Sons” do Grupo Madeira, formado pelos músicos Mauro Araújo, Guilherme Bastos e Júnior Lopes.

Confira a entrevista com os integrantes do Grupo Madeira:

Qual a formação dos integrantes?

Mauro: O Guilherme teve formação erudita, mas pesquisou em outras fontes. Hoje ele toca escaleta, piano, teclado e percussão. Teve base erudita, mas com influência popular. Eu toco contrabaixo, teclado, escaleta, piano e flauta doce. O Júnior toca bateria e instrumentos de percussão.

E para o show? Como foi a formação do repertório?

Mauro: Nós nesse show experimentamos sonoriadades. Experimentamos vários outros instrumentos. O único instrumento fixo é o piano. O contra baixo sobrepõe ao piano, a bateria sobrepõe o piano, a percussão sobrepõe, a escaleta... Não sei exatamente te dizer como buscamos essa sonoridade, o grupo já vinha com uma linha e distribuímos as funções, sem aquela ideia de “é isso que vamos fazer”, vamos tentar, que som isso faz, deu nesse estilo.

Sei que a Região Norte tem um estilo musical próprio, mas que nem sempre é bem visto pelo público. Como é para vocês a mistura da música clássica com elementos regionais?

Mauro: Costumo dizer que não sou músico. Há o “ser músico” e o “ser musical”. O músico se limita a uma situação. Nós nesse show experimentamos sonoridades. Sou pianista, mas isso foi apenas a base para que eu me abra para outras possiblidades. E assumir uma linha de trabalho e fixar em pesquisa musical. Acho que a gente descobre o que todo artista verdadeiro faz. Além das nossas influências, temos a nossa sonoridade. Isso permite que tenhamos um pensamento, uma fala nossa. Identidade até na música.

Guilherme, existe um desejo do artista em falar através da arte. Como é para você falar através da música?

Guilherme: Desde pequeno eu nunca fui de falar, muito menos falar de mim. Mas a música me ajudava a extravasar sentimentos, e lidar com eles. A primeira música que fiz, eu nem sabia tocar, tinha aulas com um professor de erudito. Minha avó faleceu, isso quando eu tinha 13 anos, aí fiquei bem triste, era a primeira perda na minha vida. Criei uma música no piano, que de alguma forma me ajudou a lidar com aquela situação. A música expressa um sentimento né?

Então há pessoas importantes pra vc que fazem parte do seu mundo musical?

Guilherme: É. Tem sim. Algumas lembram momentos da nossa vida.

O Grupo Madeira, que representa Rondônia no projeto SESC Amazônia das Artes por todos os estados da Região Norte, se apresentou no segundo dia da mostra em Porto Velho, que está apenas começando. O público ainda poderá conferir espetáculos de dança, teatro e mais shows musicais.

Confira em: www.ro.sesc.com.br

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